A vida vai te mostrar, vai te guiar.

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Hoje…1º de maio de 2013. Dia do trabalho.

Historicamente, a data decorre de manifestações, entre 1880/1890, para que os governantes tomassem providências importantes quanto às condições e a carga horária de trabalho. Etimologicamente, significa tortura. Vem do termo “tripalium” que era um instrumento de tortura de Roma. Derivou-se, então, o verbo “tripaliare”, significando torturar alguém no trabalho.

Apesar deste conceito, para alguns, ainda fazer sentido, não sou adepta.

Trabalho não é torturante. Faz parte das realizações de um ser humano, onde mostra e pode comprovar sua capacidade, competência, potencialidades.  Através do trabalho, há evolução, desenvolvimento em vários aspectos. Quando um ser humano trabalha e se mantém por seus próprios esforços, posso dizer que ele nem lembra que o Estado existe. Não depende deste assistencialismo estatal que poda o cidadão de se desenvolver. Quando trabalhamos, tomamos o rumo de nossas vidas em nossas mãos, pois temos consciência do que queremos e do que somos capazes.

Eu mesma não sei o que faria sem meu trabalho. Claro que há aqueles dias em que ele é exaustivo, desgastante. Mas, não há nada melhor quando podemos desenvolver nosso trabalho e ver seus resultados. Que aquele trabalho desenvolvido surtiu os efeitos esperados, colaborou em algo ou com alguém.

Meu trabalho me faz melhor. Faz com que eu queira aprender mais e mais, para falhar menos não só no local de trabalho, mas que eu melhore na minha vida pessoal e esteja em cada vez mais sintonia com minhas deficiências e potencialidades. Ele faz com que eu me sinta realizada, útil, corajosa. Realmente, posso dizer que o trabalho enobrece o homem…com certeza!

Sem meu trabalho uma parte de mim não existiria. Amo fazer o que faço. Agradeço, todos os dias, pelo trabalho que desenvolvo e que cada dia mais possa ficar mais exímia no que faço.

Encerro, minha pequena homenagem aos trabalhadores que fazem desta nação um lugar melhor para se viver, com duas frases, uma de Confúcio e outra de Voltaire:

“Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida”.

“O trabalho poupa-nos de três grandes males: tédio, vício e necessidade”.

Feliz Dia do Trabalho!!

Nestas últimas eleições, além de participar bem de perto da campanha, ainda aprendi muita coisa, mas em especial, a importância do voto e suas consequências.

Confesso que nem sempre pensei assim. Posso dizer que era uma ignorante quando a conversa chegava em política. Como eu estava enganada!

Acreditava que nenhum política prestava, que todos que lá estavam eram “farinha do mesmo saco”. Que política não presta!  Quanta besteira!

Passados alguns anos, ainda bem que mudei de idéia e assumo uma posição mais madura e consciente.

Além de meu namorado, que sempre gostou de política e ter concorrido muito dignamente para uma das vagas na câmara dos vereadores, também tenho um grupo de amigos que são politizados, envolvidos e interessados nos bastidores políticos da região, de maneira não só profissional como por serem cidadãos.

Quer dizer, em razão destas situações, eu não tive escapatória e resolvi dar uma chance e ver o outro lado, pois querendo ou não estava muito envolvida e, quando não pode com eles, junte-se a eles…rsrsr Resolvi juntar-me e gostei!

Como podemos negar a política se somos naturalmente seres políticos em nossa essência, como já dizia Aristóteles? Sempre estamos envolvidos em várias situações com as mais variadas pessoas. Sempre precisamos de alguém e vice-versa. Levamos e buscamos soluções para nos mesmos e para aqueles que nos procuram. Dependendo de nossas ocupações diárias, poderemos estar mais envolvidos ainda nestas situações.

Mas, a política não pode ser encarada apenas pelo meu ângulo. Devo dar uma concepção muito mais ampla, pois quando um cidadão resolve se candidatar a algum cargo, o que ele deve pretender é o bem comum e nós teremos a responsabilidade de bem analisar suas propostas e, se eleito, fiscalizar seu mandato.

Porém, é muito comum, cidadãos pedirem favores e acharem que o candidato ao cargo tem o dever de atendê-los. Quando é pedido um “favorzinho”, eu desvirtuo totalmente minha intenção, pois estou pensando apenas em meu bem- estar e não do social. Quer dizer, tenho direito de voto, mas desvio a finalidade, e vendo meu voto! É muita incoerência! E pior ainda quando o candidato faz questão de demonstrar sua torpeza, sua baixeza com seus sistemas de compra de votos.  Este deveria ser apagado da vida política de qualquer sociedade.

A partir do momento que nego meu voto, estou negando a minha comunidade  a oportunidade de ver mudanças.

Una-se a seus amigos, a sua comunidade, a sua família e veja o que eles pensam, em quem eles vão votar. Se não apreciar os candidatos que lá estão, vote no menos pior. Procure na internet, nos jornais, notícias sobre seu candidato. E mesmo que ele não seja eleito, não quer dizer que ainda não possa fazer nada pela sociedade. Se agir desta maneira, quer dizer, que só quer cargo para mero deleite.

O voto é um direito sim! Use-o da maneira mais consciente possível. Foi um direito conquistado as duras penas, não joguemos fora algo que influência diretamente em nossas vidas e em nosso bem-estar.

Pra fechar e não perder o costume, algumas frases marcantes:

“Entre um governo que faz o mal e o povo que o consente, há uma certa cumplicidade vergonhosa”. Victor Hugo

“O preço a pagar pela tua não participação na política, é seres governado por quem é inferior”. Platão

“Política e politicalha não se confundem, não se parecem, não se relacionam com a outra. Antes se negam, se repulsam mutuamente. A política é a higiene dos países moralmente sadios. A politicalha, malária dos povos de moralidade estragada”. Rui Barbosa

Sempre rir

Relaciono-me com muitas pessoas. Colegas de trabalho, amigos, alunos, família, conhecidos, funcionários etc.

Mas, uma situação marcou bem este último semestre. Pude presenciar não só de perto, mas também como mera observadora, algumas pessoas que, mesmo com uma certa convivência, não as vi sorrir.

Mesmo de longe, sem que as pessoas percebessem que eu as espiava, não as vi sorrir. Caras amarradas, nada amistosas.

Sinceramente, talvez estas pessoas nem acrescentassem nada em minha vida e vice-versa, mas me chamou a atenção, pois, como pessoas tão jovens ou seja em que etapa de vida estejam, podem ficar sem sorrir, sem dar uma boa gargalhada?

O poder de um sorriso! Nossa…que poder! É uma alegria dupla: poder sorrir e ver os outros sorrirem. É de graça, em nada prejudica e faz um bem tão singelo e ao mesmo tempo tão profundo. Dura alguns segundos, mas ficará registrado na memória por muuuuito tempo!

O sorriso cura um mau dia, altera idéias pessimistas, melhora uma face carrancuda…enche o coração de alegria.

Não tem contra-indicação. Pode ser utilizado várias e várias e várias vezes ao dia. Seus benefícios são incalculáveis. E… vicia!

Só podemos receber sorrisos, quando sorrimos. Sei que nem sempre é possível, mas faça dele uma constante. O sorriso contagia, e quando vc menos esperar, tudo ficou menos dolorido e bem mais colorido.

E pra encerrar, um pensamento do brilhante William Shakespeare: “É mais fácil obter o que se deseja com um sorriso do que à ponta da espada”

E, um video antigo do palhaço Bozo que faz rir sem querer:

Num dia destes, estava eu no shopping almoçando, quando me deparei com a seguinte situação:

Ao meu lado, tinha um pai e seu filho sentados, aguardando a mãe e a filha. A filha, uma típica pré-adolescente, com uns 10 anos, baixinha, bem vestida e o filho, por volta, dos 15 anos, um rapaz de 1,60m.

Quando a mãe chegou, muito bem vestida por sinal, eles se encaminharam para outro local, e quando pai e filho se levantaram, o cadarço do tênis do menino estava desamarrado. A mãe ou o pai poderiam tê-lo alertado do fato, mas, para meu total espanto e revolta, a mãe, abaixou-se, colocou os joelhos no chão, e amarrou, sem pestanejar, os cadarços do menino.

Presenciando esta atitude, pergunto-me por que as mulheres reclamam tanto dos homens se são elas próprias, em sua grande maioria, que os geram, cuidam, educam e…estragam etc?

Vejo mães tratarem seus filhos e filhas como seres incapacitados de proverem suas próprias vidas. Tanto mimo chega a dar náuseas. Só prejudica, expõe ao ridículo, vitimiza, rebaixa. Mães e pais vêem seus filhos tomarem as atitudes mais grosseiras e mal educadas e nada fazem, não repreendem, não chamam a atenção.

Não posso reclamar de minha educação. Tive pais que participaram ativamente de meu desenvolvimento, e sempre foram muito realistas, e nem por isso, não eram carinhosos e atenciosos e sempre cumpriam o que podiam cumprir. Tratavam-se como uma pessoa capaz de desenvolver minhas habilidades, de ser independente, sempre tive “pequenas” responsabilidades como arrumar meu quarto, lavar uma louça, buscar meu irmão na escola, cursos de férias, ficar sem férias em razão de um comportamento inadequado.

Lógico que se deve respeitar e tratar dignamente os filhos, mas não consigo conceber a idéia de tratá-los como bibelôs, como enfeites de cristal. Ninguém quer que os filhos sofram ou que passem por situações desagradáveis, mas tirar dos filhos o direito de resolver sua vida e sentir-se forte para enfrentar os revezes, que são inevitáveis, chega a ser um ato egoísta.

Que tipos de serem humanos estamos criando?

Claro que não devemos levar tudo a ferro e a fogo, mas algumas atitudes vêm me surpreendendo. Filhos sem limites ficam totalmente perdidos e entendem que apenas seu mundo importa. Tornam-se pequenos nazistas, mandões, cheios de vontade. E também, vejo pais que fazem de tudo para que os filhos fiquem longe, com a babá, com a secretaria, com a escola, com os avós. Jogam a criança para todos os lados, porém cuidar que é o principal está distante de sua prioridade.

Não podemos ter a exata noção de como nossos filhos irão crescer, pois possuem suas próprias características, contudo devemos pensar que uma parte do que são ou levam consigo foram os pais que deixaram registrado.

Alguns bons pensamentos de ilustres figuras:

Educai as crianças e não será preciso punir os homens. Pitágoras

Eu era uma criança, esse monstro que os adultos fabricam com as suas mágoas. Jean Paul Sartre

Quando guri, eu tinha de me calar, à mesa: só as pessoas grandes falavam. Agora, depois de adulto, tenho de ficar calado para as crianças falarem. Mario Quintana

Se a criança é um porquinho, quando adulto não poderá ser outra coisa senão um porco. Vladimir Maiakóvski

O homem a quem a dor não educa, será sempre uma criança. Niccolo Tommaseo

A criança nunca sabe o que é um martelo,até confundir o dedo com um prego. Stephen King

A família é como a varíola: a gente tem quando criança e fica marcado para o resto da vida.  Jean Paul Sartre

Nesta última páscoa, viajei para Santana do Ipanema. Minha visita já é certa nesta época do ano.

E não só a visita foi a mesma, como as condições de viagem apresentadas pela empresa Real Alagoas, que incansavelmente, insiste em oferecer um serviço de “quinta categoria” aos seus consumidores, não só pela má qualidade, mas também, pela insegurança e ausência de conforto.

Se alguém me falasse, eu não acreditaria. Mas, como estava presente e vi com meus próprios olhos posso falar com propriedade.

Saimos de Maceió, na quinta-feira, às 6:30h. O ônibus já saiu com todos os seus assentos tomados e com algumas pessoas em pé. Durante a viagem até seu final, o motorista foi parando em vários “pontos” aleatórios da estrada, e “pegando” um número indiscriminado de pessoas, até se tornar insuportável a viagem, tanto para quem estava sentado, como e principalmente, para quem estava de pé. Muitos, praticamente, imóveis.

Em pé, encontravam-se mães com crianças de colo, idosos, portador de necessidade especial. Esta pessoas pagam passagem para ir em pé por uma, duas, três horas de viagem. Não tem suporte para se segurar, precisando se apoiar nas poltronas e por óbvio, perturbando quem está sentado e que também pagou pela passagem. Numa freada mais brusca ou inesperada pelo motorista, os que estão de pé, correm grande risco de se machucarem, pois cairiam por cima dos outros.

Na volta, no domingo, às 17:30h, a situação voltou a acontecer, porém de maneira pior, pois ao chegar na cidade de Cacimbinhas, muitas, mas muitas pessoas mesmo, tentando subir no ônibus já bem lotado desde quando saiu de Santana do Ipanema em direção à Maceió. Algumas subiram e algumas ficaram do lado de fora aos brados e altamente revoltados. A viagem seguiu tensa em razão da discussão de alguns usuários.

Novamente, pessoas sentadas tendo sua paz e conforto perturbadas pelos que, sem saída, tinham que ir de pé, pois totalmente desconfortáveis e inseguras e suas posições. É sabido pelas empresas que é proibido, por grandes distâncias, o transporte de pessoas em pé. Só é possível que todos permaneçam sentados conforme numerado ou determinado em suas passagens compradas durante todo o trajeto, conforme claramente exposto nos sites da ANTT e da ARSAL.

Volto a lembrar que esta situação, já pude presenciar várias vezes, independentemente de ser feriado ou não.

Tudo isso, nos leva a analisar a total negligência, descaso, falta de compromisso social da empresa Real Alagoas. Má prestação de serviço, ausência de responsabilidade civil e social, como se nada daquilo tivesse acontecendo. Já vi alguns ônibus sendo parados pela Polícia Rodoviária Federal, mas, pelo jeito, não é suficiente para coagir a empresa a agir com responsabilidade.

Importante abordar a total falta de segurança ao acolher, aleatoriamente, pessoas paradas na estrada. Já são amplamente conhecidas as histórias de que ladrões aguardam sorrateiramente a parada destes ônibus, haja vista que, quem está viajando leva consigo valores em dinheiro, aparelhos eletrônicos etc. O risco é enorme e eminente!

A única coisa que importa para a empresa Real Alagoas é a venda indiscriminada de passagens custe o que custar. Não possuem nenhum conhecimento da existência do código de defesa do consumidor. Não prezam pela qualidade e muito menos pela segurança de quem paga para ter uma prestação de serviço de, no mínimo, boa qualidade.

Revoltei-me muitíssimo com tal situação, não só por mim, mas por todos que ali estavam. Uma vergonha que em plena era digital, ainda existam empresas que mantêm comportamentos tão arcaicos, totalmente dissonantes da responsabilidade, do adequado, causando, grande angústia e revolta por parte daqueles que utilizam mal e porcamente de seus ínfimos serviços.

Se você tiver a curiosidade e acessar o site no link “a empresa” http://www.realalagoas.com.br/a-empresa/apresentacao, poderá ler a seguinte “pérola”:

“Comprometimento, excelência na prestação de serviços, segurança e conforto são atributos que fazem da Real Alagoas a opção preferencial em transportes coletivos e fretamentos. A Real Alagoas tornou-se uma referência em responsabilidade social, econômica e ambiental, objetivando a satisfação de clientes e usuários, bem como se tornou a melhor escolha profissional e a empresa que mais investe em capital humano.

Atuando com profissionalismo e responsabilidade, respeitando, sobretudo os princípios éticos, a Real Alagoas reafirma o seu compromisso na contribuição do desenvolvimento socioeconômico do Nordeste e a modernização nacional, viabilizando um ambiente de trabalho motivador e saudável.”

Daí pergunto: comprometimento?? excelência na prestação de serviços?? segurança?? conforto?? Quanta falta de nexo, de ética, de responsabilidade. Nossa, quanta mentira! Publicidade enganosa! Quanta imoralidade praticada contra aqueles que de maneira relevante colaboram para que a empresa se mantenha.

A situação é crítica e preocupante, e efetivamente, nada tem sido feito para se coibir tais práticas. Lamentável!!

Como a empresa Real Alagoas não possui concorrentes, usa e abusa, visando apenas o lucro. O resto é resto! Esta é a real da Real Alagoas.

Seguindo a linha do último post…e

Em compensação do ocorrido anteriormente, pude ver uma situação totalmente contrária e muito mais salutar, quando numa ida minha pra Santana do Ipanema, fui visitar Padre Adalto, que foi orientador espiritual de meu amado @Marques_jm na sua época de seminário.

Além da visita sempre ser muito agradável, ainda trocamos algumas idéias sobre religião.

Expomos nossas idéias e mesmo sendo de religiões diferentes, concordamos no seguinte sentido: aquele que se diz católico, e vê a hóstia como um símbolo, sendo que não é; aquele que se diz espírita, porém comunga ou toma a hóstia na missa sem comungar anteriormente; e por aí vai!

O que incomoda não é a religião em si, em absoluto! Mas, sim a incoerência de determinadas pessoas que se dizem adeptos de uma religião, porém, se envolvem nos rituais de outra. Oras bolas, vc defender algo, que vc mesmo não aplica, não pratica.

Não posso me dizer espírita kardecista, quando compareço a uma missa católica e tomo a comunhão. Não faz sentido. É claro que posso participar da missa por mil e uma razões, mas não é lógico praticar aquele ritual, uma vez que é contrário ao que eu prego.

Não seja incoerente em sua escolhas. A coerência nos leva por um caminho mais confortável, que tem sentido. O que digo, o que penso e o que faço devem estar em comunhão. E se não estiverem, importante encontrar meu equilíbrio. Coerência quer dizer, conexão, harmonia.

Se está confuso, que é um direito que todo ser humano possui, converse com o líder espiritual de cada uma das religiões que lhe apresenta a ideologia mais semelhante a suas idéias e a seu modo de viver,  decida-se!

Todas as religiões levam a Deus. Não seja radical, respeite e aceite outra crença, isso sim fará de vc um ser humano melhor!

Há tempos atrás, uma amiga passava por maus momentos, quando me convidou pra participar de um culto religioso cuja finalidade era “limpeza”.

Como minha amiga realmente estava bem angustiada, não pensei duas vezes e fui com ela ao local. Pensei: se é pra ajudar, tá tudo certo!

Chegando lá, dezenas de pessoas já se encontravam no local. E algumas instruções foram dadas: eram feitos círculos de 8 a 12 pessoas, e no centro ficavam dois orientadores que pertenciam a respectiva igreja. Cada um dos que faziam parte do círculo, por vez, iria ao centro e todos os outros rezavam por ele.

Achei a idéia válida, interessante, pois creio que energia positiva sempre é bem vinda.

A primeira pessoa encaminhou-se ao centro. O orientador perguntou seu nome. Logo em seguida, perguntava a religião. E, se não fosse daquela religião específica, o orientador perguntava (pra caprichar!!), se a pessoa não renunciaria a sua fé para abraçar aquela nova realidade.

A maior parte das pessoas nem pensava duas vezes em dizer que “abriam mão de sua fé, para seguir o novo caminho”. A pergunta era feita de uma maneira tão inesperada, tão repentina, até agressiva, que a pessoa não conseguia realmente absorver o real significado da pergunta.

Até que depois de umas quatro pessoas, chegou minha vez. A orientadora, perguntou meu nome. Logo em seguida, minha religião. Quando eu respondi que era espírita Kardecista, logo em seguida, ela me “atacou”, perguntando se eu renunciava a minha fé. E, eu mais do que calma, respondi que não! Meu povo, pra que? A criatura teve um ataque, e começou a gritar comigo, dizendo que eu era uma alma perdida e que não tinha mais “conserto”, e que só restava a ela me entregar nas mãos de Deus.

Respondi que nas mãos de Deus eu sempre estive e ela não tinha o direito de agir daquela maneira. Imediatamente, ela abriu um frasco e começou a me jogar água benta, como se me exorcizasse. Esta parte realmente foi hilária!

Ao final, falei com o responsável, um religioso, pelo ocorrido, na presença dos orientadores, que me ouviu com respeito e simpatia. E desconhecia este tipo de comportamento. Pediu desculpas. Mas, eu ainda insisti que aquele acontecimento não poderia ocorrer em qualquer lugar e em nenhum momento. Um acontecimento infeliz promovido por uma ignorante, uma mulher sem respeito a nada nem ninguém.

Fico me perguntando até que ponto o ser humano chega para que sua razão e sua verdade prevaleçam. Até que ponto vale a pena?

Claro que devemos expor nossas razões, nossas idéias, nossa opinião, mas nunca, nunca devemos impô-la às pessoas. Devemos expor de maneira clara, até acalorada, porém, há limites para que não pareça um ataque, uma agressão. Aquele que sempre utiliza das palavras de maneira agressiva, vai, aos poucos, perdendo, diante dos outros, a credibilidade, pois sempre está aos brados tentando “loucamente” justificar-se.

Todos temos nossas opiniões, porém, a diversidade é interessante, saudável. Se for pra manter sempre sua opinião, sua idelogia, faça, porém, de maneira serena, segura, mas nunca imponha. Se for pra mudar, mude, porém, tente saber o por quê da mudança e se ela realmente se encaixa a sua vida, sem violentá-la.

Incluo neste post um video e algumas frases interessantes:

DIVERSIDADE E CONFLITO
“Meu amigo,
Se você
vem,
De um mundo
Onde,
Todos tem
O mesmo nariz,
O mesmo sorriso e
a mesma forma,
de ver e sentir as coisas,
Você não conhece, nada!
Você, não conhece, ninguém!”
(Livro: Quebrando o Espelho (Marcia Souto de Araújo)


“Eu jamais iria para a fogueira por uma opinião minha, afinal, não tenho certeza alguma. Porém, eu iria pelo direito de ter e mudar de opinião, quantas vezes eu quisesse”.(Nietzsche)

“Os adversários acreditam que nos refutam quando repetem a própria opinião e não consideram a nossa”. (Goethe)

“Eu prefiro ser uma metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo…” (Raul Seixas)

“Nunca discuta, não convencerá ninguém. As opiniões são como os pregos; quanto mais se martelam, mais se enterram”. (Alexandre Dumas)

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