A vida vai te mostrar, vai te guiar.

As emoções…todos nós seres humanos as experimentamos…sem dúvida. Boas, más, positivas, negativas…mas, sem pestanejar…todos nós, necessariamente, as sentiremos. Temos que aprender a lidar com elas, para que não nos tornemos escravos dela. Não controlarmos totalmente…porque senão deixaremos de sentir lindas e valorosas emoções. Mas, temos que ter consciência do por que está sentindo isso ou aquilo; dá onde surgiu tal emoção, para que possamos nos entender e crescermos, e cada vez mais, tornarmo-nos humanos melhores.Este texto que extrai do site http://www.somostodosum.com.br nos dá uma ótima idéia do que as emoções fazem, e só cabe a nós manuseá-las para que sempre deixem ou ótimas lições ou lindas recordações.

 

A SOMBRA DAS EMOÇÕES

por Hellen Katiuscia de Sá – hellenkatiuscia@gmail.com

Desde que nascemos estamos sujeitos a experiências que nos farão crescer como indivíduos. A sensação de fome que o bebê sente o motiva a chorar em busca de auxilio e alimento. Nisso a criança atina que a solução para aquele problema (sanar a fome) é chorar.

Todavia, não podemos permanecer nesse estágio para sempre. Esse recurso é inerente à idade mental do indivíduo. Após alguns anos a criança começa a compreender o estado das coisas e com isso vêm as responsabilidades de seus atos e emoções exteriorizadas.

À medida em que crescemos a nossa compreensão da vida vai formando uma espécie de dossiê em nossa mente. Esse dossiê é escrito pelos nossos condicionamentos racionais e emocionais originados em dadas situações que vivenciamos. O grande desafio é saber absorver as situações sem adquirir traumas psicológicos por algum sentimento cristalizado em nosso inconsciente.

Uma educação muito severa transforma o ser humano em uma espécie de animal adestrado. Sendo um eterno vigilante de seus pensamentos e atos, dificilmente será um individuo pleno, espontâneo, pois aprendeu desde cedo apenas parecer e não ser o que realmente é.

De certa forma a vigilância de nossas vontades é benéfica para o bom andamento da vida em sociedade e para nossa própria saúde mental/espiritual. Porém, a partir do momento em que nos anulamos perante o exterior, tolhendo nossas emoções, fingindo algo para ser “aceito”, estamos sendo uma sombra de nossos sentimentos represados. E essa sombra será causadora de doenças psicossomáticas.

Simplificando: quando não extravasamos nossos sentimentos (seja de raiva, alegria, tristeza, remorso, etc), somatizamos nossas emoções. Somatizar significa que nossos sentimentos genuínos (emoções incorruptíveis) acumularam-se além do normal em nossa psique. O que acontece quando o copo está cheio além da conta? Transborda… E nesse transbordar os sentimentos somatizados buscam uma maneira de alertar o indivíduo de que algo não vai bem, que a rigidez de nossos (pré)conceitos não condiz com aquilo que verdadeiramente gostaríamos de ser. A conexão corpo e mente está incoerente porisso gera conflitos, acarretando doenças. O desequilíbrio das emoções apresenta-se freqüentemente como referência para o quadro clínico do paciente.

O processo de absorção e repressão de sentimentos genuínos depende muito da história de vida de cada individuo e de sua inteligência emocional. Cabe a cada um observar-se e procurar a origem de suas angústias. Normalmente pessoas que sofrem muito com doenças psicossomáticas têm dificuldades em lidar com as emoções. É muito freqüente negarem (inconscientemente) estar sentindo algo por medo ou repressão severa que sofreram, em muitos casos, na infância.

A maioria das pessoas que apresenta o quadro clínico de doença psicossomática não sabe ou não tem conexão com a emoção que desencadeou o processo de enfermidade. Isso acontece devido ao trauma deixado pela situação-base da emoção somatizada. Às vezes, passam-se anos até que o organismo apresente alguma(s) doença(s), de indivíduo para indivíduo.

Os casos mais conhecidos como enfermidades psicossomáticas na fase adulta são stress, distúrbios respiratórios (asma, renite nervosa, por exemplo); fobias; ansiedade ou depressão ocasionando alteração do sono; distúrbios alimentares, dentre outros. Na fase infantil temos ainda: asma; medos; dores abdominais; cefaléia e gagueira, são alguns.

O correto seria que o indivíduo fosse tratar da doença indo ao médico e também tivesse um acompanhamento psicológico para vasculhar seu interior e encontrar a raiz do problema para atacá-lo de frente. Toda enfermidade física advém de um (ou mais) desequilíbrio emocional. Não basta apenas curar a doença em si, sem fazer um balanço geral nos sentimentos e na forma com que estamos lidando com ela. Corpo, mente e emoções, a priori, devem estar em harmonia para levarmos uma vida saudável.

 

 

Hellen Katiuscia de Sá – 24 de agosto de 2005

por Hellen Katiuscia de Sá – hellenkatiuscia@gmail.com

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