A vida vai te mostrar, vai te guiar.

Na semana que passou, um motorista de ônibus, ao perceber uma mala esquecida, verificou em seu interior e “deu de cara” com uma quantia de R$74.000,00. Ele devolveu. E vc, o que faria?
O Sr. Joilson Chagas foi a personagem desta história. Vítima das enchentes ocorridas no Rio, residiu durante um período na garagem da empresa onde presta os serviços de motorista, e reside, atualmente, com sua sogra.
Quando devolveu, teve a notícia de que o dinheiro seria usado para a operação da filha do “dono do dinheiro”.
A história, sem dúvida, comove. O ato dá uma ótima sensação de orgulho, dever cumprido, conforto e tantas outras nobres sensações.
Mas, sinceramente…há necessidade de se noticiar as práticas de honestidade, ética, educação, dever cumprido, sendo que estas atitudes deveriam fazer parte de nosso comportamento, de nossa rotina, sem haver necessidade de alarde ou de se considerar isso um grande acontecimento?
Estas práticas são de costume das pessoas de bem. Deviam ser a regra. E quando são noticiadas com grande relevância, parecem que são atitudes raríssimas.
Daí…dá uma sensação estranha!
Por que devo parabenizar, premiar alguém em razão de ser honesto, ético, digno?
Lamentável! Lógico que devemos elogiar e reconhecer as grandes idéias, as boas atitudes. Mas também, devem fazer parte de nossa vida, como algo normal, como uma atitude típica, natural de pessoas de valor.

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Comentários em: "Achado não é roubado!" (5)

  1. Excelente texto, Gi!
    Nossa, é isso mesmo viu? Vamos praticar a gentileza, a generosidade. Estamos vivendo a revolução das idéias que a epoca precisa.

    Bom saber que podemos contar com você pra isto!
    beijos, flor!
    Boa semana!
    Roubou não, mas que voce me ganhou, ganhou sim! 😉

  2. […] Achado não é roubado […]

  3. Iracema disse:

    Deveria ser tão natural, mas não é.
    É questão cultural, d querer tirar vantagem em tudo. Simplesmente lamentável.
    Nossa missão é seguir os exemplos de honestidade e ensinar nossos filhos a perceberem e terem os mesmos valores. Estou fazendo a minha parte!

  4. […] Achado não é roubado […]

  5. O reconhecimento dado aos honestos pelos desonestos, nada mais, é a humildade que os não honestos possuem em reconhecer suas próprias fraquezas e valorizar a virtude dos bons de coração. Assim, ao ressaltar um gesto de generosidade, os seres humanos estúpidos reconhecem que são mais animais que humanos.
    A exposição de pequenos gestos como esse demonstra quanto a humanidade ainda não evoluiu. Continuamos egoístas e em auto-defesa, puxando a vantagem sempre para nós mesmos: do mesmo jeitinho que os nossos ancestrais pré-históricos, que, de forma animal, conservavam suas sobrevivências aniquilando os iguais (não deixa de ser uma seleção natural). Dessa forma, continuamos a evoluir como se bichos fôssemos, atendo-nos apenas aos nossos instintos e ao bem-estar do nosso ego.
    Portanto, exemplos como o de tal motorista são exceção, quando deveriam ser a regra. Creio que, um dia, eles possam ser costume entre os seres humanos. Até essa época de paz, episódios como esse são bem vindos, pois, só com eles, teremos vergonha de nossa espécie e mudaremos um pouquinho. Se é que nossa cansada humanidade ainda possui vergonha…

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