A vida vai te mostrar, vai te guiar.

Arquivo para maio, 2011

Diariamente by Marisa Monte

A vida é mais simples do que pensamos. É nos detalhes que encontramos a graça de viver!

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Poder do toque

Esta notícia anunciou a invenção da máquina do beijo (dá uma olhadinha no video!).

Até entendo a intenção…mas, sinceramente…nada substitui o toque, a presença, o cheiro, o sabor!

Imagina não poder tocar, sentir…um crime hediondo!

Um toque, um carinho, um sorriso, um beijo malicioso e profundo, um abraço apertado e envolvente…não há comparações. Somos carentes por natureza, não dá pra trocar, pra comparar uma máquina a capacidade do ser humano de transmitir emoções e sensações pelo toque.

Confesso que achei muito estranha a máquina. Sem querer ofender, cheguei a achá-la ridícula!

Quando sentimos dor, alegria, saudade, tristeza, dúvida…o que seria ótimo? Um abraço, um afago, um aperto de mão que traduzem conforto, querer bem, calor, alívio. Sem o toque esquecemos que somos humanos. O toque faz com que nos sintamos vivos. O toque nos revela…desmascara nossas intenções, atinge-nos instantânea, fisica e psicologicamente.

Neste sentido, interessante citar uma psicóloga Drª. Phyllis K.Davis, que em sua obra “O Poder do Toque”, através de um poema intitulado “Por favor, me toque”,  deixando mais do que clara a importância do toque em suas várias nuances. Vale a pena ler! Achei imensamente oportuno e lindo de viver. Enjoy!

Se sou seu bebê,
Por favor, me toque…
Preciso de seu afago de uma maneira que talvez nunca saiba.
Não se limite a me banhar, trocar minha fralda e me alimentar,
Mas me embale estreitado, beije meu rosto e acaricie meu corpo.
Seu carinho gentil, confortador, transmite segurança e amor.

Se sou sua criança,
Por favor, me toque.
Ainda que eu resista a até o rejeite,
Insista, descubra um jeito de atender minha necessidade.
Seu abraço de boa noite ajuda a adoçar meus sonhos.
Seu carinho de dia me diz o que você sente de verdade.

Se sou seu adolescente,
Por favor, me toque
Não pense que eu, por quase estar crescido,
Já não precise saber que você ainda se importa.
Necessito de seus braços carinhosos, preciso de uma voz terna.
Quando a vida fica difícil, a criança em mim volta a precisar.

Se sou seu amigo,
Por favor, me toque.
Nada como um abraço afetuoso para eu saber que você se importa.
Um gesto de carinho quando estou deprimido me garante que sou amado,
E me reafirma que não estou só.
Seu gesto de conforto talvez seja o único que eu consiga.

Se sou seu parceiro sexual,
Por favor, me toque.
Talvez você pense que sua paixão basta,
Mas os seus braços detêm meus temores.
Preciso de seu toque terno e confortador,
Para me lembrar de que sou amado apenas porque sou eu.

Se sou seu filho adulto,
Por favor, me toque,
Embora eu possa até ter minha própria família para abraçar,
Ainda preciso dos braços de mamãe e papai quando me machuco.
Como pai, a visão é diferente,
Eu os estimo mais.

Se sou seu pai idoso,
Por favor, me toque,
Do jeito que me tocaram quando era bem pequeno.
Segure minha mão, sente-se perto de mim, dê-me força,
E aqueça meu corpo cansado com sua proximidade.
Minha pele, ainda que muito enrugada, adora ser afagada.

Não tenha medo.
Apenas ME TOQUE!

Preciso dizer mais alguma coisa depois deste significativo poema?

Dizer não…apenas sentir!

Brincar de Viver – Maria Bethania

Esta música interpretada por Maria Bethania é tudo de bom…viver é mais simples do que pensamos e melhor do que podemos imaginar!!

Viver…obrigação de fazermos o melhor possível por nós mesmos!

Questão de bom senso

Atualmente, os direitos do consumidor são cada dia mais comentados em todas as esferas, áreas, pessoas. Principalmente, após a obrigatoriedade que os estabelecimentos têm de deixar disponível um exemplar do código de defesa do consumidor.

Apesar de todos os esforços em colocar a lei o mais próxima possível da população, ainda, existem consumidores e fornecedores que insistem em fingir que ele não existe.

Importante mencionar que o código não veio apenas para beneficiar a pessoa do consumidor, mas também, o fornecedor. Não existe apenas para “castigar” o fornecedor. Em absoluto! Mas também para deixar todos cientes de seus prazos, opções, práticas lícitas, onde reclamar e quando etc.

Tenho me deparado com a sguinte situação, seja presenciando, seja ouvindo algúem dizer: o produto ou serviço dá algum tipo de problema, e efetivamente, não pode ser usufruido da maneira adequada ou integra. Pois bem, o que devemos fazer?

Claro que ficamos imensamente aborrecidos com o vício ou defeito apresentado. Nesta situação devemos reclamar. Por óbvio! A partir do momento que ocorre o problema, tenho o direito de reclamar, porém, é interessante mencionar que o fornecedor também tem prazo para consertar ou resolver o problema. Possui, conforme artigo 18, §1º, do código de defesa do consumidor, um prazo de trinta dias para resolver o impasse, sendo que este prazo pode ser dilatado ou diminuido se as partes assim o quiserem.

Porém, mesmo com este direito cristalino a favor do fornecedor, existem pessoas que sequer tentam dialogar, e já procuram imediatamente o Poder Judiciário. Não concedendo a oportunidade do fornecedor atender a insatisfação,  resolver, dando a falsa idéia de que foi o intolerante. Muitas vezes só se dá conta do problema, dentro do fórum, na audiência de tentativa de conciliação.

A pessoa não pode procurar o Poder Judiciário? Claro que pode.  Porém,  por uma questão de bom senso, educação, civilidade, cidadania, deveria tentar, primeiramente, entender-se com a outra parte, para então, depois de uma tentativa frustrada, “correr às saias” do Judiciário.

Da mesma maneira que o consumidor tem o direito de reclamar, o fornecedor também tem o direito, a chance de resolver o problema. Os direito são iguais e dentro das limitações e opções de cada parte.

Neste sentido, percebemos que não está havendo espaço para as conciliações. Não se procura mais a outra parte para uma conversa civilizada. E, mesmo, quando se percebe que não há muita intenção do outro lado aceitar, porque não pedir para uma terceira pessoa intervir e colaborar?

O Poder Judiciário não deve ser nossa primeira alternativa para se resolver um conflito. Ele é apenas uma alternativa, e algumas vezes é a que nos resta! Mas, devemos nos esforçar para que nunca seja a única.

Não sou favorável nem a um lado nem ao outro. Apenas, alimento a idéia que, na maioria daz vezes, o acordo é a saída mais salutar para os conflitos.

Isso só deixa mais clara que as relações humanas estão delicadas, frágeis demais, não possuindo o ser humano mais a condição de se entender com seus iguais.

Vamos repensar! Civilidade, educação são apenas uma questão de bom senso!

Vamos praticá-lo ou torcer para que nas farmácias comecem a vender.

Tocando em frente

No ensejo do último post “Os brutos também amam”, compartilho com vcs esta linda e valorosa música do Renato Teixeira, interpretada por Almir Sater. Aproveitem!

Os brutos também amam!

Durante muito tempo, fui uma pessoa avessa quanto a delegar poderes, quanto a pedir ajuda, quanto a aceitar elogios.

Tinha em mente que se eu não fizesse as coisas por mim mesma, não me sentiria útil ou capaz. Demonstraria fraqueza, falta de personalidade, uma fragilidade acima do permitido.

Como boa capricorniana que sou…rsrs…gosto das coisas muito a meu jeito, vejo o mundo com olhos muitos críticos, autoritários. Mas, pode ter certeza que antes de criticar o mundo, já analisei a mim mesma, meus comportamentos. E, inclusive, já me absolvi ou condenei. Creio totalmente que devo assumir a responsabilidade de meus atos. Creio que, por muitas vezes, fui até cruel comigo mesma!

Vários elementos influiram para meu comportamento. Minha educação, seja advinda da minha família, seja advinda da escola; minha personalidade; minhas outras vidas…quantas coisas constroem um ser humano. Mas, temos nossa essência. E esta pode até se adequar, haja vista, a maturidade, mas vc sempre será aquela pessoa que sempre foi.

E, hoje, quando lembro de meu tempo de menina, vejo quanto eu era durona, inflexível, não admitia perder, não admitia ser ajudada, não mostrava minhas fraquezas (sabia que as tinha!), extremamente fiel as minhas convicções ( e aos amigos, nem se fale!). Mas…acreditava que me fazia bem ser daquela maneira. E, atualmente, quando me vejo mulher, não me arrependo de ter sido “durona”, mas…com certeza, devo ter deixado de viver coisas ou situações em razão da minha personalidade tão forte, tão pontual, tão viva. Não me arrependo, porque acreditava que aquela maneira era a melhor.

Deus nos deu grandes presentes: vida, livre arbítrio, maturidade. Agradeço a ele por estes presentes intransferíveis, irrevogáveis, sem devolução. O negócio é aceitar e usar!

Hoje, vejo-me em siuações que aquela outra Gislaine jamais admitiria. Aquela pessoa que acreditava em si e que continua a acreditar, só que com outros olhos.

Por que tenho que ser sempre forte?! Por que tão correta?! Por que sempre com razão?!

Não preciso ser sempre forte, invencível, correta, dura. Não sou melhor que antes, apenas amadureci e hoje, é mais interessante ser mais aberta, mais positiva, mais flexível, mais sorridente, mais engraçada, mais sensível.

Permito-me chorar e me derreter diante de um presente que meu namorado me deu, um cartão, um carinho; sentir-me imensamente realizada com uma ligação de meu pai; compartilhar com minha melhor amiga, as maiores besteiras, com a foto da minha linda sobrinha…acordar de manhã e olhar pro céu azul; escutar uma música e ver aquele momento como único em minha vida; olhar fotos e lembrar de tudo que aconteceu; pedir desculpas por uma falha; pedir a opinião pra saber se estou certa e tantas outras coisas.

Hoje, dou-me o direito de reclamar que o trabalho tá demais; que tenho muitas responsabilidades. Tenho coragem de dizer não, quando sei que está perto ou além de meu limite. Permito-me passar pelas situações mais toscas, porém, de maneira divertida. Permito-me rir de mim e dos outros. Permito-me amar e ser ridícula.

É claro que não sou perfeita. Seria muita pretensão a minha.

Em alguns momentos aquela menina volta a querer aparecer, a me visitar, pra me lembrar “que é melhor do jeito que está, mas…pra eu ser sempre eu mesma. Vc é única! É ímpar!”.

Viu?! Os durões também amam!

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