A vida vai te mostrar, vai te guiar.

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A nossa faceta Super-Herói

Quem é o super-herói?

Ontem, fui ao cinema e assisti o filme do Lanterna Verde. Fui, pois adoro estórias de super-heróis. Na minha infância e adolescência cheguei até a ler os quadrinhos.

Mas, em especial, neste filme, uma coisa me chamou mais atenção: os Lanternas Verdes eram uma legião de protetores intergaláticos da paz universal e sua força estava centrada na vontade. A partir do momento que você tivesse vontade, esta poderia se concretizar através de seu firme e benéfico pensamento.

Através do pensamento e dá vontade firmados na bondade, no bem querer, na solidariedade, tudo é possível! Mesmo que o objetivo a alcançar estivesse muito distante ou cheio de obstáculos, ainda sim você pode chegar lá. É só uma questão de tempo! A luz verde que alimenta a Legião equivale a esperança, a verdadeira vontade, a coragem, a vontade de ultrapassar e superar obstáculos. E em contrapartida, havia a famigerada luz amarela, que era a força do medo que nos contamina quando temos que tomar grandes decisões, nossas ações e pensamentos.

Mesmo existindo a luz amarela, ela ainda é necessária e não podemos ter receio de assumi-la, pois através da existência do medo é que podemos amadurecer, pois ao nos depararmos com os desafios e vencermos ou superarmos o medo, independente do resultado, sentimo-nos vivos, corajosos, verdadeiros super-heróis.

Pode parecer piegas, mas quem não assiste um filme destes e não imagina sair por aí como um grande protetor do bem, das boas intenções, da paz?

Se analisarmos temos um super-herói dentro de cada um de nós. E que a vontade, o livre arbítrio são as armas da coragem quando bem focalizados, quando bem direcionados. Mas também, podemos usar para atitudes não tão ortodoxas, mas ainda assim, depende de nós.

Podemos pensar que ser super-herói é uma personagem, é um ser a parte de nós, mas não! Ser super-herói é uma de nossas facetas, é um de nossos poderes…faz parte de quem você é!

Sempre precisamos de heróis, de pessoas que tenham comportamentos e atitudes dignas, que façam com que sintamos orgulho de sermos humanos.

Mas, o fato de sermos ou termos esta faceta dentro de nós, não quer dizer que não sintamos medo, receio. Faz parte do ser humano. Até o medo tem sua função, sua finalidade. O medo não deve ser evitado, escondido, mas deve ser vivido, admitido, superado.

A sensação de heroísmo pode acontecer de várias maneiras, depende de cada um…eu consigo senti-la quando após um período de conflitos, dúvidas…e que passou…sinto aquele alívio de missão cumprida, de lição bem aprendida, de ter tomado a melhor atitude, de ter registrado a melhor palavra ou melhor gesto em direção a alguém. E que apesar de sentir medo, consegui superar.

“Coragem é resistência ao medo, domínio do medo, e não ausência do medo” – Mark Twain

“Todos os homens têm medo. Quem não tem medo não é normal; isso nada tem a ver com coragem” – Sartre

“O medo tem alguma utilidade, mas a covardia não” – Gandhi

“Devemos construir diques de coragem para conter a correnteza do medo” – Martin Luther King

 

Este video de Mariah Carey cabe perfeitamente em minhas humildes e honestas linhas:

 

E você…qual super-herói você é?!

Manifestar-se sim. Ofender não!

No último final de semana ocorreu a 15ª Parada do Orgulho do LGBT, em São Paulo.

Acho interessante o movimento e respeito. Creio que a manifestação é válida e justa.

Porém, pudemos observar um comportamento nada salutar por parte de alguns que participaram diretamente da manifestação, com a utilização de imagens de Santos Católicos em estandartes, como São João e São Sebastião, inclusive com imagens nuas.

Tenho base e formação católica, porém, sou espírita Kardecista. Contudo, independente de minha posição religiosa, não concordo em absoluto com o que foi feito. A exposição das imagens dos Santos foi feita de maneira abusiva, grosseira e desrespeitosa.

O fato da Igreja Católica ou alguns de seus membros não aceitar os homossexuais, não dá o direito dos mesmos ofenderem valores morais e religiosos. Um erro não justifica o outro. Diga-se de passagem que a Igreja, realmente, não precisa aceitar, mas precisa respeitar e observar que é fato a existência do homossexualismo. Não dá para escapar!

A justificativa da utilização das imagens é alimentar o uso da camisinha. Mas, sinceramente, qual a relação das imagens dos Santos Católicos com relação sexual? Totalmente fora de conotação. Deboche puro! Não podemos aceitar estas manifestações onde valores e princípios individuais e sociais são ofendidos sem qualquer plausibilidade. Acaba-se perdendo a razão ou o objetivo do movimento.

As manifestações devem ser feitas pra alertar a sociedade em todos os seus aspectos, mas não devem ferir ou ofender qualquer tipo de valor ou sentimento.

Todos podem ter um mal dia…mas, só um!

Esta semana que passou foi complicada. Claro que tive bons dias, bons momentos, mas um dia em especial, quarta-feira, aborreceu-me sobremaneira. Confesso que me deixei envolver ( o que é raro!), pela tensão, irritação, por sentimentos nada nobres…mas, afinal, não sou perfeita…e creio que seja humana demais!

E neste dia fatídico, veio-me a lembrança da música do Legião Urbana, Perfeição.Esta música deixa muito bem registrado meu estado de espírito.

Apesar da revolta e aborrecimento, acredito piamente em dias imensamente melhores, produtivos, alegres, justos. Até porque todos merecemos!

Enjoy!

Perfeição – Legião Urbana

site http://www.vagalume.com.br

Vamos celebrar a estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja de assassinos
Covardes, estupradores e ladrões
Vamos celebrar a estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso Estado, que não é nação
Celebrar a juventude sem escola
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião
Vamos celebrar Eros e Thanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade.

Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta de hospitais
Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras e seqüestros
Nosso castelo de cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda hipocrisia e toda afetação
Todo roubo e toda a indiferença
Vamos celebrar epidemias:
É a festa da torcida campeã.

Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar um coração
Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado de absurdos gloriosos
Tudo o que é gratuito e feio
Tudo que é normal
Vamos cantar juntos o Hino Nacional
(A lágrima é verdadeira)
Vamos celebrar nossa saudade
E comemorar a nossa solidão.

Vamos festejar a inveja
A intolerância e a incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente a vida inteira
E agora não tem mais direito a nada
Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta de bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo issocom festa, velório e caixão
Está tudo morto e enterrado agora
que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou esta canção.

Venha, meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão.

Venha, o amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça:
Venha, que o que vem é perfeição

 

HOMENAGEM AOS BICHANOS

ODE AO GATO – Artur da Távola

Bichos polêmicos sem o querer, porque sábios, mais inquietantes, talvez por isso. Nada é mais incômodo que o silencioso bastar-se dos gatos. O só pedir a quem amam. O só amar a quem os merece. O homem quer o bicho espojado, submisso, cheio de súplica, temor, reverência, obediência.

O gato não satisfaz as necessidades doentias do amor. Só as saudáveis. Lembrei, então, de dizer, dos gatos, o que a observação de alguns anos me deu. Quem sabe, talvez, ocorra o milagre de iluminar um coração a eles fechado? Quem sabe, entendendo-os melhor, estabelece-se um grau de compreensão, uma possibilidade de luz e vida onde há ódio e temor? Quem sabe São Francisco de Assis não está por trás do Mago Merlin, soprando-me o artigo?

Já viu gato amestrado, de chapeuzinho ridículo, obedecendo às ordens de um pilantra que vive à custa dele? Não! Até o bondoso elefante veste saiote e dança a valsa no circo. O leal cachorro no fundo compreende as agruras do dono e faz a gentileza de ganhar a vida por ele. O leão e o tigre se amesquinham na jaula. Gato não. Ele só aceita uma relação de independência e afeto. E como não cede ao homem, mesmo quando dele depende, é chamado de arrogante, egoísta, safado, espertalhão ou falso. “Falso” porque não aceita a nossa falsidade com ele e só admite afeto com troca e respeito pela individualidade. O gato não gosta de alguém porque precisa gostar para se sentir melhor. Ele gosta pelo amor que lhe é próprio, que é dele e ele o dá se quiser.

O gato devolve ao homem a exata medida da relação que dele parte. Sábio, é espelho. O gato é zen. O gato é Tao. Ele conhece o segredo da não-ação que não é inação. Nada pede a quem não o quer. Exigente com quem ama, mas só depois de muito certificar-se. Não pede amor, mas se lhe dá, então ele exige. Sim, o gato não pede amor. Nem depende dele. Mas, quando o sente, é capaz de amar muito. Discretamente, porém sem derramar-se. O gato é um italiano educado na Inglaterra. Sente como um italiano, mas se comporta como um lorde inglês.

Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não transa o gato. Ele aparece, então, como ameaça, porque representa essa relação precária do homem com o (próprio) mistério. O gato não se relaciona com a aparência do homem.Ele vê além, por dentro e pelo avesso. Relaciona-se com a essência. Se o gesto de carinho é medroso ou substitui inaceitáveis (mas existentes) impulsos secretos de agressão, o gato sabe. E se defende do afago.

A relação dele é com o que está oculto, guardado e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. Por isso, quando surge nele um ato de entrega, de subida no colo ou manifestação de afeto, é algo muito verdadeiro, que não pode ser desdenhado. É um gesto de confiança que honra quem o recebe, pois significa um julgamento.

O homem não sabe ver o gato, mas o gato sabe ver o homem. Se há desarmonia real ou latente, o gato sente. Se há solidão, ele sabe e atenua como pode, ele que enfrenta a própria solidão de maneira muito mais valente que nós. Nada diz, não reclama. Afasta-se. Quem não o sabe “ler” pensa que “ele” não está ali. Presente ou ausente, ele ensina e manifesta algo. Perto ou longe, olhando ou fingindo não ver, ele está comunicando códigos que nem sempre (ou quase nunca) sabemos traduzir.

O gato vê mais e vê dentro e além de nós. Relaciona-se com fluídos, auras, fantasmas amigos e opressores. O gato é medium, bruxo, alquimista e parapsicólogo. É uma chance de meditação permanente a nosso lado, a ensinar paciência, atenção, silêncio e mistério. O gato é um monge silencioso, meditativo e sábio monge, a nos devolver as perguntas medrosas esperando que encontremos o caminho na sua busca, em vez de o querer preparado, já conhecido e trilhado.

O gato sempre responde com uma nova questão, remetendo-nos à pesquisa permanente do real, à busca incessante, à certeza de que cada segundo contém a possibilidade de criatividade e de novas inter-relações, infinitas, entre as coisas. O gato é uma lição diária de afeto verdadeiro e fiel. Suas manifestações são íntimas e profundas. Exigem recolhimento, entrega, atenção.

Desatentos não agradam os gatos. Bulhosos os irritam. Tudo o que precise de promoção ou explicação quer afirmação. Vive do verdadeiro e não se ilude com aparências. Ninguém em toda natureza aprendeu a bastar-se (até na higiene) a si mesmo como o gato! Lição de sono e de musculação, o gato nos ensina todas as posições de respiração ioga. Ensina a dormir com entrega total e diluição recuperante no Cosmos. Ensina a espreguiçar-se com a massagem mais completa em todos os músculos, preparando-os para a ação imediata. Se os preparadores físicos aprendessem o aquecimento do gato, os jogadores reservas não levariam tanto tempo (quase 15 minutos) se aquecendo para entrar em campo.

O gato sai do sono para o máximo de ação, tensão e elasticidade num segundo. Conhece o desempenho preciso e milimétrico de cada parte do seu corpo, a qual ama e preserva como a um templo. Lição de saúde sexual e sensualidade. Lição de envolvimento amoroso com dedicação integral de vários dias. Lição de organização familiar e de definição de espaço próprio e território pessoal. Lição de anatomia, equilíbrio, desempenho muscular. Lição de salto. Lição de silêncio. Lição de descanso. Lição de introversão. Lição de contato com o mistério, com o escuro, com a sombra. Lição de religiosidade sem ícones. Lição de alimentação e requinte. Lição de bom gosto e senso de oportunidade. Lição de vida, enfim, a mais completa, diária, silenciosa, educada, sem cobranças, sem veemências, sem exigências.

O gato é uma chance de interiorização e sabedoria, posta pelo mistério à disposição do homem.”

Esperando meu namorado

Ser mulher é muuuuito bom!


Ser mulher é muuuuito bom! Mas, tem umas “coisinhas”….rs

Uma das lindas obras de Deus


Uma das lindas obras de Deus!

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