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Questão de bom senso

Atualmente, os direitos do consumidor são cada dia mais comentados em todas as esferas, áreas, pessoas. Principalmente, após a obrigatoriedade que os estabelecimentos têm de deixar disponível um exemplar do código de defesa do consumidor.

Apesar de todos os esforços em colocar a lei o mais próxima possível da população, ainda, existem consumidores e fornecedores que insistem em fingir que ele não existe.

Importante mencionar que o código não veio apenas para beneficiar a pessoa do consumidor, mas também, o fornecedor. Não existe apenas para “castigar” o fornecedor. Em absoluto! Mas também para deixar todos cientes de seus prazos, opções, práticas lícitas, onde reclamar e quando etc.

Tenho me deparado com a sguinte situação, seja presenciando, seja ouvindo algúem dizer: o produto ou serviço dá algum tipo de problema, e efetivamente, não pode ser usufruido da maneira adequada ou integra. Pois bem, o que devemos fazer?

Claro que ficamos imensamente aborrecidos com o vício ou defeito apresentado. Nesta situação devemos reclamar. Por óbvio! A partir do momento que ocorre o problema, tenho o direito de reclamar, porém, é interessante mencionar que o fornecedor também tem prazo para consertar ou resolver o problema. Possui, conforme artigo 18, §1º, do código de defesa do consumidor, um prazo de trinta dias para resolver o impasse, sendo que este prazo pode ser dilatado ou diminuido se as partes assim o quiserem.

Porém, mesmo com este direito cristalino a favor do fornecedor, existem pessoas que sequer tentam dialogar, e já procuram imediatamente o Poder Judiciário. Não concedendo a oportunidade do fornecedor atender a insatisfação,  resolver, dando a falsa idéia de que foi o intolerante. Muitas vezes só se dá conta do problema, dentro do fórum, na audiência de tentativa de conciliação.

A pessoa não pode procurar o Poder Judiciário? Claro que pode.  Porém,  por uma questão de bom senso, educação, civilidade, cidadania, deveria tentar, primeiramente, entender-se com a outra parte, para então, depois de uma tentativa frustrada, “correr às saias” do Judiciário.

Da mesma maneira que o consumidor tem o direito de reclamar, o fornecedor também tem o direito, a chance de resolver o problema. Os direito são iguais e dentro das limitações e opções de cada parte.

Neste sentido, percebemos que não está havendo espaço para as conciliações. Não se procura mais a outra parte para uma conversa civilizada. E, mesmo, quando se percebe que não há muita intenção do outro lado aceitar, porque não pedir para uma terceira pessoa intervir e colaborar?

O Poder Judiciário não deve ser nossa primeira alternativa para se resolver um conflito. Ele é apenas uma alternativa, e algumas vezes é a que nos resta! Mas, devemos nos esforçar para que nunca seja a única.

Não sou favorável nem a um lado nem ao outro. Apenas, alimento a idéia que, na maioria daz vezes, o acordo é a saída mais salutar para os conflitos.

Isso só deixa mais clara que as relações humanas estão delicadas, frágeis demais, não possuindo o ser humano mais a condição de se entender com seus iguais.

Vamos repensar! Civilidade, educação são apenas uma questão de bom senso!

Vamos praticá-lo ou torcer para que nas farmácias comecem a vender.

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