A vida vai te mostrar, vai te guiar.

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Criando um monstro

Num dia destes, estava eu no shopping almoçando, quando me deparei com a seguinte situação:

Ao meu lado, tinha um pai e seu filho sentados, aguardando a mãe e a filha. A filha, uma típica pré-adolescente, com uns 10 anos, baixinha, bem vestida e o filho, por volta, dos 15 anos, um rapaz de 1,60m.

Quando a mãe chegou, muito bem vestida por sinal, eles se encaminharam para outro local, e quando pai e filho se levantaram, o cadarço do tênis do menino estava desamarrado. A mãe ou o pai poderiam tê-lo alertado do fato, mas, para meu total espanto e revolta, a mãe, abaixou-se, colocou os joelhos no chão, e amarrou, sem pestanejar, os cadarços do menino.

Presenciando esta atitude, pergunto-me por que as mulheres reclamam tanto dos homens se são elas próprias, em sua grande maioria, que os geram, cuidam, educam e…estragam etc?

Vejo mães tratarem seus filhos e filhas como seres incapacitados de proverem suas próprias vidas. Tanto mimo chega a dar náuseas. Só prejudica, expõe ao ridículo, vitimiza, rebaixa. Mães e pais vêem seus filhos tomarem as atitudes mais grosseiras e mal educadas e nada fazem, não repreendem, não chamam a atenção.

Não posso reclamar de minha educação. Tive pais que participaram ativamente de meu desenvolvimento, e sempre foram muito realistas, e nem por isso, não eram carinhosos e atenciosos e sempre cumpriam o que podiam cumprir. Tratavam-se como uma pessoa capaz de desenvolver minhas habilidades, de ser independente, sempre tive “pequenas” responsabilidades como arrumar meu quarto, lavar uma louça, buscar meu irmão na escola, cursos de férias, ficar sem férias em razão de um comportamento inadequado.

Lógico que se deve respeitar e tratar dignamente os filhos, mas não consigo conceber a idéia de tratá-los como bibelôs, como enfeites de cristal. Ninguém quer que os filhos sofram ou que passem por situações desagradáveis, mas tirar dos filhos o direito de resolver sua vida e sentir-se forte para enfrentar os revezes, que são inevitáveis, chega a ser um ato egoísta.

Que tipos de serem humanos estamos criando?

Claro que não devemos levar tudo a ferro e a fogo, mas algumas atitudes vêm me surpreendendo. Filhos sem limites ficam totalmente perdidos e entendem que apenas seu mundo importa. Tornam-se pequenos nazistas, mandões, cheios de vontade. E também, vejo pais que fazem de tudo para que os filhos fiquem longe, com a babá, com a secretaria, com a escola, com os avós. Jogam a criança para todos os lados, porém cuidar que é o principal está distante de sua prioridade.

Não podemos ter a exata noção de como nossos filhos irão crescer, pois possuem suas próprias características, contudo devemos pensar que uma parte do que são ou levam consigo foram os pais que deixaram registrado.

Alguns bons pensamentos de ilustres figuras:

Educai as crianças e não será preciso punir os homens. Pitágoras

Eu era uma criança, esse monstro que os adultos fabricam com as suas mágoas. Jean Paul Sartre

Quando guri, eu tinha de me calar, à mesa: só as pessoas grandes falavam. Agora, depois de adulto, tenho de ficar calado para as crianças falarem. Mario Quintana

Se a criança é um porquinho, quando adulto não poderá ser outra coisa senão um porco. Vladimir Maiakóvski

O homem a quem a dor não educa, será sempre uma criança. Niccolo Tommaseo

A criança nunca sabe o que é um martelo,até confundir o dedo com um prego. Stephen King

A família é como a varíola: a gente tem quando criança e fica marcado para o resto da vida.  Jean Paul Sartre

Você não olha por onde anda?

Numa bela e tranquila tarde de domingo, eu e meu namorado resolvemos almoçar no shopping.

Quando estávamos nos encaminhando ao restaurante escolhido, meu namorado avistou um casal amigo nosso e imediatamente tentei avistá-los. E nesta distração, sem querer, esbarrei numa moça que estava, olhando para o lado contrário, parada. A distração foi minha.

Porém, antes mesmo que eu pudesse pedir desculpas ou notar o que ocorreu, ela mais do que pronta e armada, cuspiu: “Não olha por onde anda!?” Fiquei surpresa e p…da vida, porém, não respondi (apesar da vontade!), a uma colocação tão grosseira e cheia de imbecilidade. Até meu namorado que é tão amistoso, comentou sobre o infeliz comportamento daquela criatura.

Claro que isso pode acontecer todos os dias em nossas vidas…não é um único ato, mas quantos atos, palavras, atitudes como esta permeiam nosso dia-a-dia, e simplesmente, continuarão a ocorrer, por total ausência de tolerância, razoabilidade.

Ainda procurei no site http://www.dicionariodoaurelio.com/Educacao, o significado da palavra educação e lá estava registrado:

“s.f. Ação de desenvolver as faculdades psíquicas, intelectuais e morais: a educação da juventude. / Resultado dessa ação. / Conhecimento e prática dos hábitos sociais; boas maneiras: homem sem educação. // Educação nacional, conjunto de órgãos encarregados da organização, da direção e da gestão de todos os graus do ensino público, bem como da fiscalização do ensino particular. // Educação física, conjunto dos exercícios corporais que visam a melhorar as qualidades físicas do homem.”

Os hábitos sociais, como a educação, a tolerância, o controle, a gentileza do povo estão abaixo de zero! Boas maneiras?! Tem pessoas que, sem dúvidas, não tem a menor idéia do que sejam. Bom humor e gentileza estão intimamente ligados…A pessoa mal educada, quando age, não nota como e quanto se expõe? É melhor ficar quieto, do que mostrar “seu eu interior”!

Temos que ter cuidado com nossas atitudes e não acharmos que estamos sozinhos no mundo ou que apenas minha vontade é a que me basta e a que irá prevalecer!

Não suporta viver em sociedade?? Suma! Vá viver só nos confins do mundo…mas não tente contaminar o ar com suas atitudes poluídas e cheias de veneno…tente se limpar de comportamentos tão desumanos, tão grosseiros…Cuidado! Um dia pode encontrar um pior que você pelo caminho, daí…aguente as consequências!

Não somos perfeitos e exatamente por isso sejamos flexíveis, vamos rir mais de nós mesmos, não vamos dar atenção a situações ou pessoas que não merecem. Mesmo que estejamos num mal momento, lembremos que o mundo nada tem a ver com isso. E para não piorar as coisas…desabafe com um amigo, acalme-se, não tome atitudes impulsivas…silencie!

Trate bem as pessoas! Para saber o que é tratar bem, pense como gostaria que te tratassem! Pense como gostaria que tratassem as pessoas que vc ama e tem estima. Toda vez que for tomar uma atitude impulsiva e grosseira, lembre-se de seus pais ou de qualquer pessoa que tenha participado da sua criação…pois cada vez que esquece de ser educado ou gentil, você dá margem para que a outra pessoa pense: “Nossa! Quem deu educação pra esta criatura?” Portanto, ao ser mal educado, você expõe sua família, seus filhos…

Mas, pensando bem…tem um lado bom testemunharmos estes pequenos revezes: faz com que percebamos, mais pontualmente, o que não devemos ou queremos ser.

Oportunamente,  menciono e compartilho alguns pensamentos:

Assim como o sol derrete o gelo, a gentileza evapora mal entendidos, desconfianças e hostilidade (Albert Schweitzer)

Nunca é cedo para uma gentileza, porque nunca se sabe quando poderá ser tarde demais (Ralph Waldo Emerson)

A gentileza faz com que o homem pareça exteriormente, como deveria ser interiormente (Jean de La Bruyère)

Humor não é um estado de espírito, mas uma visão de mundo (Ludwig Wittgenstein)

A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo (Nelson Mandela)

Observa o teu culto a família e cumpre teus deveres para com teu pai, tua mãe e todos os teus parentes. Educa as crianças e não precisarás castigar os homens (Pitágoras)

O “pobrema” na educação

Temos visto uma grande fiscalização nas instituições de 3º grau. Claro que a fiscalização é necessária, mas estão ocorrendo situações que podem expor as instituições. Vemos que sempre é lançada uma lista das instituições que não obtiveram nota satisfatória no ENADE. Mas, será que a fiscalização vem ocorrendo de maneira adequada?

Não vou adentrar muito profundamente a fiscalização ou seus métodos. Pois, minha real preocupação é:  por que não há fiscalização na educação de base? ensinos médio e fundamental? É lá que tudo acontece. É lá que passamos a maior parte de nossas vidas, absorvendo conhecimento básicos, lições de vida pra desenvolvermos, futuramente, nossa vida profissional.

O próprio governo aceita erros grosseiros de língua portuguesa, nosso idioma pátrio, liberando a utilização de cartilhas nas escolas. Justificando que se puder entender o que está dizendo, perdoam-se os erros. Absurdo! Um erro não justifica o outro. É irresponsabilidade. É expor a nação ao ridículo. Uma nação que não sabe escrever e entender a própria língua! Onde vamos parar?!

O que começa errado, termina errado! Como podemos pedir para que alunos das faculdades tirem uma nota satisfatória no ENADE, se não tiveram uma educação básica de qualidade. Os erros de ortografia, concordância etc são assustadores.

O que adianta vc apertar na fiscalização nas faculdades, se o ensino básico está solto, carente de atenção, como se não existisse? Quando o começo é calcado em bases concretas, verdadeiras, o sucesso futuro é natural.

Isto tem que se revisto, sob pena dos prejuízos serem cada vez maiores. Não gosto de ser pessimista, mas a situação é de urgência. Atitudes emergencias devem ser tomadas.

Estas cartilhas deveriam ser queimadas. Imagina os professores de português, literatura o que sentem?

A educação em nosso Brasil está doente. Precisa de tratamento intensivo.

Questão de bom senso

Atualmente, os direitos do consumidor são cada dia mais comentados em todas as esferas, áreas, pessoas. Principalmente, após a obrigatoriedade que os estabelecimentos têm de deixar disponível um exemplar do código de defesa do consumidor.

Apesar de todos os esforços em colocar a lei o mais próxima possível da população, ainda, existem consumidores e fornecedores que insistem em fingir que ele não existe.

Importante mencionar que o código não veio apenas para beneficiar a pessoa do consumidor, mas também, o fornecedor. Não existe apenas para “castigar” o fornecedor. Em absoluto! Mas também para deixar todos cientes de seus prazos, opções, práticas lícitas, onde reclamar e quando etc.

Tenho me deparado com a sguinte situação, seja presenciando, seja ouvindo algúem dizer: o produto ou serviço dá algum tipo de problema, e efetivamente, não pode ser usufruido da maneira adequada ou integra. Pois bem, o que devemos fazer?

Claro que ficamos imensamente aborrecidos com o vício ou defeito apresentado. Nesta situação devemos reclamar. Por óbvio! A partir do momento que ocorre o problema, tenho o direito de reclamar, porém, é interessante mencionar que o fornecedor também tem prazo para consertar ou resolver o problema. Possui, conforme artigo 18, §1º, do código de defesa do consumidor, um prazo de trinta dias para resolver o impasse, sendo que este prazo pode ser dilatado ou diminuido se as partes assim o quiserem.

Porém, mesmo com este direito cristalino a favor do fornecedor, existem pessoas que sequer tentam dialogar, e já procuram imediatamente o Poder Judiciário. Não concedendo a oportunidade do fornecedor atender a insatisfação,  resolver, dando a falsa idéia de que foi o intolerante. Muitas vezes só se dá conta do problema, dentro do fórum, na audiência de tentativa de conciliação.

A pessoa não pode procurar o Poder Judiciário? Claro que pode.  Porém,  por uma questão de bom senso, educação, civilidade, cidadania, deveria tentar, primeiramente, entender-se com a outra parte, para então, depois de uma tentativa frustrada, “correr às saias” do Judiciário.

Da mesma maneira que o consumidor tem o direito de reclamar, o fornecedor também tem o direito, a chance de resolver o problema. Os direito são iguais e dentro das limitações e opções de cada parte.

Neste sentido, percebemos que não está havendo espaço para as conciliações. Não se procura mais a outra parte para uma conversa civilizada. E, mesmo, quando se percebe que não há muita intenção do outro lado aceitar, porque não pedir para uma terceira pessoa intervir e colaborar?

O Poder Judiciário não deve ser nossa primeira alternativa para se resolver um conflito. Ele é apenas uma alternativa, e algumas vezes é a que nos resta! Mas, devemos nos esforçar para que nunca seja a única.

Não sou favorável nem a um lado nem ao outro. Apenas, alimento a idéia que, na maioria daz vezes, o acordo é a saída mais salutar para os conflitos.

Isso só deixa mais clara que as relações humanas estão delicadas, frágeis demais, não possuindo o ser humano mais a condição de se entender com seus iguais.

Vamos repensar! Civilidade, educação são apenas uma questão de bom senso!

Vamos praticá-lo ou torcer para que nas farmácias comecem a vender.

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