A vida vai te mostrar, vai te guiar.

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Os brutos também amam!

Durante muito tempo, fui uma pessoa avessa quanto a delegar poderes, quanto a pedir ajuda, quanto a aceitar elogios.

Tinha em mente que se eu não fizesse as coisas por mim mesma, não me sentiria útil ou capaz. Demonstraria fraqueza, falta de personalidade, uma fragilidade acima do permitido.

Como boa capricorniana que sou…rsrs…gosto das coisas muito a meu jeito, vejo o mundo com olhos muitos críticos, autoritários. Mas, pode ter certeza que antes de criticar o mundo, já analisei a mim mesma, meus comportamentos. E, inclusive, já me absolvi ou condenei. Creio totalmente que devo assumir a responsabilidade de meus atos. Creio que, por muitas vezes, fui até cruel comigo mesma!

Vários elementos influiram para meu comportamento. Minha educação, seja advinda da minha família, seja advinda da escola; minha personalidade; minhas outras vidas…quantas coisas constroem um ser humano. Mas, temos nossa essência. E esta pode até se adequar, haja vista, a maturidade, mas vc sempre será aquela pessoa que sempre foi.

E, hoje, quando lembro de meu tempo de menina, vejo quanto eu era durona, inflexível, não admitia perder, não admitia ser ajudada, não mostrava minhas fraquezas (sabia que as tinha!), extremamente fiel as minhas convicções ( e aos amigos, nem se fale!). Mas…acreditava que me fazia bem ser daquela maneira. E, atualmente, quando me vejo mulher, não me arrependo de ter sido “durona”, mas…com certeza, devo ter deixado de viver coisas ou situações em razão da minha personalidade tão forte, tão pontual, tão viva. Não me arrependo, porque acreditava que aquela maneira era a melhor.

Deus nos deu grandes presentes: vida, livre arbítrio, maturidade. Agradeço a ele por estes presentes intransferíveis, irrevogáveis, sem devolução. O negócio é aceitar e usar!

Hoje, vejo-me em siuações que aquela outra Gislaine jamais admitiria. Aquela pessoa que acreditava em si e que continua a acreditar, só que com outros olhos.

Por que tenho que ser sempre forte?! Por que tão correta?! Por que sempre com razão?!

Não preciso ser sempre forte, invencível, correta, dura. Não sou melhor que antes, apenas amadureci e hoje, é mais interessante ser mais aberta, mais positiva, mais flexível, mais sorridente, mais engraçada, mais sensível.

Permito-me chorar e me derreter diante de um presente que meu namorado me deu, um cartão, um carinho; sentir-me imensamente realizada com uma ligação de meu pai; compartilhar com minha melhor amiga, as maiores besteiras, com a foto da minha linda sobrinha…acordar de manhã e olhar pro céu azul; escutar uma música e ver aquele momento como único em minha vida; olhar fotos e lembrar de tudo que aconteceu; pedir desculpas por uma falha; pedir a opinião pra saber se estou certa e tantas outras coisas.

Hoje, dou-me o direito de reclamar que o trabalho tá demais; que tenho muitas responsabilidades. Tenho coragem de dizer não, quando sei que está perto ou além de meu limite. Permito-me passar pelas situações mais toscas, porém, de maneira divertida. Permito-me rir de mim e dos outros. Permito-me amar e ser ridícula.

É claro que não sou perfeita. Seria muita pretensão a minha.

Em alguns momentos aquela menina volta a querer aparecer, a me visitar, pra me lembrar “que é melhor do jeito que está, mas…pra eu ser sempre eu mesma. Vc é única! É ímpar!”.

Viu?! Os durões também amam!

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